Kingsman: O Círculo Dourado | Crítica do Filme

Mais lutas, mais diversão e uma pitada de drama. Kingsman: O Círculo Dourado, dirigido por Matthew Vaughn (X-Men: Primeira Classe; Kick Ass – Quebrando Tudo), vai fazer você se irritar, mas querer mais.

Para quem assistiu o primeiro filme, Kingsman: Serviço Secreto, sabe que a produção superou as expectativas por desconstruir o universo de filmes de espiões habituais, utilizando de lutas coreografadas emocionantes, personagens dinâmicos e críticas sociais da atualidade.

No segundo filme, não vamos ver nenhuma cena como a da igreja (quem viu o primeiro vai entender a emoção), mas a linha de pancadaria continua, com muitas cenas de luta, e movimentos acrobáticos empolgantes.

Se você espera que este filme mostre a organização Kingsman em toda sua glória, não ficará muito feliz.

O filme começa com uma perseguição de carros. Apesar de não ser uma supermáquina tunada de Velozes e Furiosos, o táxi da organização da conta do recado, com direito a um belo confronto dentro do carro em movimento, mas meio a luta, se abre uma brecha para que o sistema da Kingsman fosse hackeado pelo inimigo, e suas filias serem descobertas e bombardeadas por mísseis, reduzindo tudo a pó, sobrando apenas Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong), que são obrigados a acionar o “Protocolo Juízo Final”, e se encontrar com seus “primos” estadunidenses – até então desconhecidos – os Statesman.

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O ataque foi comandado por Poppy Adams (Julianne Moore), uma vilã adoravelmente cruel, dona do maior cartel de drogas do mundo, que está cansada de viver isolada na PoppyLand (uma floresta escondida, customizada pela Poppy com temática dos anos 50). Ela quer sair das sombras, e tem um plano totalmente insano para fazer isso, e por este motivo, precisava dos Kingsman fora da jogada.

Devido à falta de recursos, Eggsy e Merlin chegam até a sede da destilaria de whisky dos Statesman em busca de respostas, mas não são muito bem recebidos, e demora um pouco até que os cowboys se entendam com os britânicos engomadinhos.

No meio do processo de reconhecimento, eles descobrem que Harry Hart (Colin Firth) está vivo, e mesmo não sendo o mesmo de antes, por conta de uma perda de memória, Eggsy e Merlin ficam felizes em revê-lo.

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Quando tudo é esclarecido, os Kingsman e os Statesman passam a unir forças para descobrir a organização secreta que mandou tudo pelos ares, e começam a procurar pistas sobre O Círculo Dourado. Na tentativa de descobrir a localização do inimigo, Eggsy teve que se envolver intimamente com outra personagem. A princípio a cena foi criticada pelo público, onde foi pontuado que o diretor não precisaria ter colocado este “apelo sexual” dentro do filme, porém, se formos visualizar a situação em um contexto aberto, esta ação foi o que desencadeou um problema entre Eggsy e sua namorada, dando maior motivação a ele para enfrentar o problema e salvar o mundo.

Channing Tatum, no papel do agente Tequila, e Jeff Bridges, que interpreta o líder da Statsman, o Champanhe, deixam um pouco a desejar, pois não tem participação ativa durante a trama. Entre os Statesman, a cena é roubada pelo agente Whisky (Pedro Pascal), que a princípio impressiona com suas incríveis habilidades de luta, ao bom e velho estilo faroeste, portanto um laço com toda a modernidade que a agência secreta tem a oferecer.

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A responsabilidade agora está nas mãos de Eggsy, que ao reencontrar seu mentor, mostra que o personagem ainda tem mais a ser explorado, e apesar de desta vez Harry estar em uma posição mais vulnerável, ele mostra que mesmo depois do trauma, não perdeu o jogo de cintura, e luta ao lado de Eggsy com maestria.

De todos os personagens, quem rouba a cena com certeza é o Elton John, que marca suas participações com muito humor, e acaba sendo de grande ajuda para os agentes Kingsman no momento da invasão à PoppyLand.

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Dizer algo mais do que isso, já seria dar spoiler, mas vale a pena assistir este filme tanto quanto o primeiro. Apesar da participação rasa de atores muito esperados, os elos emocionais são mais fortes, e é possível sentir na pele o drama vivido por Eggsy, e Merlin.

O final do filme deixa abertura para uma possível continuação, e a curiosidade de saber como a organização Kingsman irá se reerguer fica martelando na cabeça.

Então fica aí nossa recomendação! E vocês, já assistiram os dois filmes? Acharam que o segundo teve mais prós ou contras em relação ao primeiro? Não deixe de fazer seu comentário aqui em baixo!

Minha Avaliação:

Roteiro
Fotografia
Direção
Atuações
Trilha Sonora
Média
Fernanda Pereira

Fernanda Pereira

Designer, graduanda em Produção Multimídia e produtora de conteúdo. Colecionadora, amante de tecnologia e como todo bom nerd, gosta de séries, filmes, livros, games e animações.
Fernanda Pereira

Fernanda Pereira

Designer, graduanda em Produção Multimídia e produtora de conteúdo. Colecionadora, amante de tecnologia e como todo bom nerd, gosta de séries, filmes, livros, games e animações.

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