Você teria Coragem de Fazer Parte do Minimalismo?

A nossa sociedade moderna é toda construída em torno do consumo. O consumo movimenta toda a economia, movimenta os empregos, os desejos e as necessidades das pessoas. O consumo é necessário para obtermos muitas das vantagens tecnológicas, sejam elas na culinária, no vestuário, na evolução da ciência, da medicina e da exploração espacial, o consumo permeia a todos.

Mas e quando a aspiração por mais não significa exatamente uma vida melhor? E quando o consumo torna o ser humano escravo de desejos que ele não teria se não fosse essa programação? Quanto consumo é considerado exagero e desperdício?

O desafio é grande, pensar no que há de errado no ser humano. O que há de errado em nosso comportamento e como chegamos aqui? Onde podemos melhorar, atenuar e, por que não, evoluir?

Esse documentário na Netflix lança um novo caminho, um que não exija tanto das pessoas. Um que mostra uma utopia, mas sem dizer que as pessoas devem se desprender de tudo. Minimalismo, um Documentário com mesmo nome do movimento artístico do século XX é o nome escolhido para o novo movimento, dessa vez comportamental, inspirado na filosofia oriental de que o ter não é melhor do que o ser.

Produzido por Matt D’Avella, esse documentário faz uma abordagem rápida sobre o livro e jornada de Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus para divulgar suas ideias de uma nova era.

A cultura pop está repleta de frases que corroboram os ideais dessa dupla, como por exemplo a frase do personagem Tyler Durden do filme e livro homônimo “O Clube da Luta”: “As coisas que possuímos, acabam por nos possuir também”.

Quando é que consumir se torna um exagero? Quando deixamos de conviver com as pessoas que amamos em busca de uma carreira perfeita? De uma casa perfeita? O documentário aborda como esse Sonho Americano é uma alegoria que não transcreve um ideal tangível para todos.

Os autores contam um pouco da vida deles e de seus conhecidos, como suas visas poderiam ter maior significado se tivessem valorizado mais as relações sociais deles em vez de ficarem vidrados na posse, no consumo e na busca desse ideal que, de acordo com os autores, nos afasta de como deveríamos realmente ser.

Esse documentário é muito emocionante e nos faz pensar se devemos mesmo ter milhares de coisas, de ter dezenas de roupas sem uso no armário ou até mesmo de comprar veículos sem necessidade real.

Se não mudar o mundo, pelo menos nos faz refletir um pouco sobre essa compulsão desenfreada e buscar mais valor para nossos dias.

 

Alonso Dias

Alonso Dias

Colaborador em eVídeoclipe
Produtor de conteúdo, sonhador e um apaixonado por livros e filmes de ficção científica e de fantasia desde pequeno.
Alonso Dias

Alonso Dias

Produtor de conteúdo, sonhador e um apaixonado por livros e filmes de ficção científica e de fantasia desde pequeno.

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