Jogos de Estratégia Históricos – Parte 1: Egito Antigo 0 158

Já há algumas décadas a tecnologia vem contribuindo para o desenvolvimento de práticas pedagógicas. Os games são ótimos exemplos de ferramentas de aprendizado muito eficazes. Na série de matérias a seguir apresentaremos alguns jogos de estratégia, ao estilo city-building para PC, muito interessantes para aprender História (e se divertir com ela!), começando pelo Egito Antigo.

Pharaoh

Pharaoh é um grande clássico desenvolvido pela Impressions Games e Sierra Entertainment, lançado em 1999. Neste game o jogador deve construir e administrar cidades no Egito Antigo, podendo se tornar o poderoso Faraó. O jogo decorre cronologicamente a partir dos primórdios até a ascensão da civilização egípcia, abordando passagens históricas importantes como guerras, reinados de faraós famosos e construções de monumentos.

O jogo é muito detalhado, com diversos tipos de construções como templos, indústrias, instalações militares e moradias, que de forma muito interessante evoluem de cabanas rústicas a palácios da nobreza de acordo com a ascensão social de seus moradores e o desenvolvimento da cidade.

Entre outras tarefas, o jogador deve cuidar do comércio com outras cidades, onde é possível conhecer alguns dos produtos consumidos no Antigo Egito, como figos, tecidos de linho, papiro, cerveja, etc. Entre as dezenas de fases do jogo é necessário defender as cidades das invasões de diversos povos rivais dos egípcios como hititas, hicsos, núbios, líbios, cananeus entre outros. A mitologia egípcia também está presente no jogo através de cinco deuses que devem ser cultuados nas cidades construídas: Rá, Seth, Osíris, Bastet e Ptah.

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O ponto alto de Pharaoh é sem dúvida a construção de monumentos, como as famosas pirâmides, a esfinge, mastabas, obeliscos e templos gigantescos; consideradas as maiores tarefas do game, essas construções necessitarão de muitas matérias primas, como madeira e diversos tipos de blocos de pedra, mão-de-obra e levarão alguns anos dentro do jogo para serem concluídas.

Os cenários do jogo são ótimos e apresentam paisagens típicas do Egito como as margens do rio Nilo, pântanos e desertos. A trilha sonora é excelente e muito bem produzida, com diversos sons do ambiente e músicas instrumentais em estilo egípcio.

O pacote de expansão Cleópatra – Rainha do Nilo, lançado em 2001, abrange o período histórico do Novo Império até o fim da era Ptolomaica, trazendo novos recursos, cenários e campanhas. Além de novos edifícios, é possível construir outros monumentos como as tumbas do Vale dos Reis, o templo de Abul Simbel, o farol e a biblioteca de Alexandria. Novos povos irão invadir o Egito como os persas, assírios e até mesmo os romanos.

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Immortal Cities: Children of the Nile

Outro excelente game para conhecer o Antigo Egito é Children of the Nile, lançado em 2004 pela Tilted Mill Entertainment. O jogo possui grandes semelhanças com Pharaoh em termos de ambientação e objetivos: construir e administrar cidades na terra dos faraós, lidando com guerras, comércio, diplomacia, construção de monumentos ao longo dos períodos históricos do Egito. Entretanto, algumas particularidades diferenciam os dois jogos em suas dinâmicas, estéticas e conteúdos.

Children of the Nile aborda a sociedade egípcia de forma mais profunda. As classes sociais são muito bem delineadas entre agricultores, artesãos, trabalhadores intelectuais e a nobreza; tendo cada um seu local específico de moradia e atribuições. Outro detalhe interessante é a ausência de “dinheiro”, inexistente no Egito faraônico, sendo necessária uma determinada quantidade de alimentos para a comercialização de bens e estoques de tijolos para construir novos edifícios. O jogador poderá ver seu próprio avatar de faraó passeando pela cidade, assim como vários membros de sua família.

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Children of the Nile possui menos opções de edifícios para serem construídos do que Pharaoh, mas com maior fidelidade histórica em termos de arquitetura, os templos são o maior exemplo disso. Também é possível construir pirâmides, tumbas, estátuas e outros tantos monumentos famosos do Egito, passando por todas as complexas etapas de construção. A trilha sonora conta com músicas e sonoplastia características, assim como em Pharaoh.

Os elementos gráficos de Children of the Nile são superiores aos de Pharaoh, obviamente por se tratar de um game produzido alguns anos depois e utilizar recursos mais avançados. O jogador pode percorrer o cenário do jogo com visão tridimensional, explorando vários ângulos e pontos de distância que tornam a jogabilidade mais dinâmica e envolvente, ao contrário de Pharaoh. Outro ponto relevante com relação aos recursos gráficos é a proporção de tamanho dos elementos, enquanto em Pharaoh os habitantes das cidades são do mesmo tamanho que os edifícios, em Children of the Nile as pessoas e construções possuem tamanhos proporcionais uns aos outros, apresentando um aspecto mais realista.

Em 2008 foi lançada uma versão aprimorada do game, a Enhanced Edition. No mesmo ano foi lançado também o pacote de expansão Alexandria, que assim como Cleópatra aborda o período ptolomaico, acrescentando novas missões e recursos ao jogo, como a construção do famoso Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Comparativos

Pharaoh Children of the Nile
Ambientação ***** *****
Enredo ***** ****
Gráficos *** *****
Trilha sonora ***** ****
Jogabilidade *** *****

 

 

Ator, pesquisador e produtor de conteúdo; possui formação em arte dramática e comunicação social com habilitação em rádio, TV e vídeo. Fascinado por arte e cultura, literatura, música, TV e cinema, mitologia, história, games, viagens e pela natureza.

Crítica do Filme – Sintonia de Amor | Amor às cegas 0 40

A comédia romântica Sintonia de Amor, dirigida por Nora Ephron, foi lançada em 1993 e inspirada no longa Tarde Demais Para Esquecer (An Affair to Remember).

Conta a história de Sam Baldwin (Sam Baldwin), que após a morte de sua esposa, muda-se para Seattle com seu filho Noah (Ross Malinger). Noah vendo a tristeza do pai, depois de um ano e meio sem a mãe, liga para um programa de rádio com o objetivo de encontrar uma namorada para seu pai. Ao ouvir o programa de rádio, Annie Reed (Meg Ryan) apaixona-se pela voz de Sam. Annie é noiva e mora em outra cidade, o que não a impede de viajar até Seattle para ver quem é o dono da linda voz pela qual o coração dela bateu mais forte.

O filme teve tudo para ser um bom romance, mas foi incoerente com a realidade em vários aspectos. Como na cena em que Annie conta ao noivo que apaixonou-se pela voz de outro cara e vai encontrá-lo e o noivo por sua vez, aceita tranquilamente o fato. Entretanto, é um filme leve, sem dramatizações.

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Deadpool 2 | Novo trailer é divulgado pela Fox 0 46

Nesta quinta-feira (22), a Fox divulgou o novo trailer de Deadpool 2, e você não pode deixar de conferir!

No vídeo, podemos entender melhor o enredo do filme e perceber que a guerra entre o Mercenário Tagarela (Ryan Renolds) e Cable (Josh Brolin), girará em torno de um garoto.

Mas não se deixe enganar! Apesar da pose de paizão, a zoeira e o sarcasmo não foram deixados de lado. Nosso anti-herói continuará aprontando, mas dessa vez, com a ajuda do  grupo X-Force, criado por ele para (tirar um sarro dos X-men) ajudar a derrotar o inimigo.

O longa também conta com a participação de Zazie Beetz, Morena Baccarin, Leslie Uggams, Jack Kelsey, Shioli Kutsuna e Julian Dennison.

Dirigido por David Leitch, Deadpool 2 estreia dia 17 de maio.

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