Star Wars: Os Últimos Jedi – Crítica Sem Spoilers 0 42

Star Wars Os ultimos jedi - crítica sem spoilers do filme

Star Wars: Os Últimos Jedi é mais um dos filmes que exploram a linhagem Skywalker. Depois de comprar a franquia, a Disney planejou dezenas de filmes para os próximos anos, tanto nos filmes “principais”, os VII, VIII e VIX, quanto nas obras derivadas como Rogue One: Uma História Star Wars.

E se há uma coisa que a Disney tem destreza em fazer até hoje é o encantamento. A surpresa, a emoção e a magia são as ferramentas principais usadas para conquistar o coração das pessoas em todo mundo, não só nos parques temáticos, com a riqueza de detalhes, com o cuidado, mas também em suas obras, tentando torná-las sempre atemporais e sem sombra de dúvidas Star Wars combina bastante com essa diretriz.

Star Wars desconstruindo o símbolo do herói desde 1977

Neste novo filme de Star Wars temos um herói abatido, desesperançoso e isolado. Seu visual heremita, combina com o arquétipo de herói derrotado e em isolamento. Seu visual esgotado nos lembra os de um mestre de artes marciais oriental que não quer ter novos aprendizes – temos uma lenda sem esperança, que deveria ser a força motriz da aliança para derrotar o novo império da Primeira Ordem. Já vemos seu semblante no final de O Despertar da Força, de melancolia.

O elenco de suporte está novamente com bastante espaço nas cenas. Temos novos personagens, com destaque para as diversas etnias que são trazidas sempre com destaque no filme para a atriz Kelly Marie Tran com sua personagem Rose, que complementa agora a saga. O filme acaba por deixar mais espaço para personagens significativos, foco maior na história trabalhada em vez de ficar se apoiando em muitas referências aos clássicos.

A trilha sonora não conta com inovação, mas é bem trabalhada para reforçar as cenas de combate e também em seus momentos de calmaria. Temos novamente John Williams trazendo uma releitura do que há de melhor na saga clássica, mas respeitando os tons que definiram Rey, Finn e Kylo em O Despertar da Força. O destaque fica para a edição de som do filme, que soube trabalhar muito bem a ausência de som em momentos cruciais, a ser comentado em um post separado.

Já Leia no filme é usada como o símbolo da temperança. Sua proximidade com a Força a faz ter muita empatia com os outros, a temer suas mortes e seus sacrifícios e a querer o máximo de controle em todas as situações, sendo relativamente tímida no uso de suas reais capacidades, muito por ter exemplos ruins na família sobre como é se entregar ao poder da Força de forma não acometida.

Rey está em busca de significado para a sua jornada. Ela espera obter o máximo de aprendizado com Luke. Suas cenas de emoções são muito bem trabalhadas, sua busca pelos pais e é claro, as cenas em que ela arrasa nos movimentos de combate, uma verdadeira Jedi nata.

Kylo Ren aponta armas em direção de Leia

O link entre Rey e Kylo Ren foi muito bem explorado no filme. Trazendo respostas e clareza para ambos os lados e respondendo dúvidas que temos sobre as reais intenções de ambos.

Há plot twists muito bem planejados no filme, tanto no espaço, trazendo uma belíssima cena em especial (a ser discutido em outros posts), quanto nas cenas de combate corpo a corpo, além do nível de detalhes no salão de Snoke com a bela fotografia em tom vermelho sangue.

Planeta Crait em Star Wars os Ultimos Jedi

Por falar em fotografia, há cenas muito bem trabalhadas com o uso da cor vermelha e branca, reforçando os tons representativos do lado da luz e do lado negro da Força. As cenas de batalha, tanto no espaço quanto dentro das naves e nas perseguições em terra são muito bem exploradas.

A fotografia nos surpreende também pelo uso da maquiagem, na construção dos personagens mais críveis possíveis com próteses e dependendo pouco de personagens em CGI, tirando uma ou duas cenas em especial.

O 3D do filme empolga na criação de profundidade das cenas, fator principal em minha opinião de todo bom filme de ficção científica: a criação do espanto na presença das construções, das naves e seu poder em comparação ao tamanho dos personagens.

Embora tenhamos recebido um subaproveitamento de personagens como a Capitã Phasma e também Snoke, o arco de Snoke e também o da importância da Ordem Jedi são bem mais justificados por conta de explicações no decorrer do filme sobre a real importância e uso da Força e como a húbris é um fator problemático para quem tem tanto poder.

Templo Jedi - Os Últimos Jedi - Livros sagrados da ordem

Uma das críticas que deixo ao filme é sobre a grande aura de mistério em diversos questionamentos deixados em O Despertar da Força, elaborados por J. J. Abrams e que não foram oferecidas respostas à altura esperada do primeiro filme, fechando as pontas soltas, mas diminuindo a importância das dúvidas em primeiro momento, tal qual uma soap-opera que cria expectativa no final de um episódio para no seguinte quebrar essa mesma expectativa e acalmar os aflitos com uma mensagem de tranquilidade.

Outras críticas que posso deixar são sobre algumas piadas que acabaram não tendo muita graça em momentos que deveriam ser sérios, porém há piadas bem aproveitadas no filme e que arrancaram gargalhadas de toda a plateia no dia em que assisti. As cenas do General Hux também não foram muito bem aproveitadas, suas expressões e maneira de falar deixaram o personagem muito caricato em vez do sadismo necessário para um cargo vilanesco como esse.

Star Wars: The Last Jedi

Dentre outro dos destaques positivos está uma cena de clímax que arrancou até uma grande salva de palmas de todos no cinema em dois momentos consecutivos próximos ao final do filme e à forma como trazem a dica sobre o futuro da saga, sobre como o manto da maestria da Força continuará a ser passado. Destaque excelente também à todas as críticas sociais entremeadas no filme, como a escravidão, a desigualdade social, o enriquecimento na guerra, e ao excesso de impulsividade sem planos, com o arco de Poe Dameron e seu desenvolvimento.

Vale a pipoca e ao gostinho de querer assistir ainda mais uma vez. E vocês? O que mais gostaram do filme? O que não curtiram nessa edição da saga? Em próximos posts faremos mais análises (com spoilers) de tudo o que mais gostaríamos de elogiar nos detalhes e também gostaríamos de criticar, mas não fizemos para não soltar muito sobre o filme.

Deixem nos comentários abaixo e cuidado com spoilers. Que a força esteja com vocês.

PS: Não há cena pós-créditos. Fica a dica.

Bateu uma nostalgia? Confira esse flashback incrível sobre a jornada de George Lucas e momentos marcantes da criação de Star Wars em nosso site parceiro, o Pipocas Club.

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Produtor de conteúdo, sonhador e um apaixonado por livros e filmes de ficção científica e de fantasia desde pequeno.

Crítica do Filme – Sintonia de Amor | Amor às cegas 0 40

A comédia romântica Sintonia de Amor, dirigida por Nora Ephron, foi lançada em 1993 e inspirada no longa Tarde Demais Para Esquecer (An Affair to Remember).

Conta a história de Sam Baldwin (Sam Baldwin), que após a morte de sua esposa, muda-se para Seattle com seu filho Noah (Ross Malinger). Noah vendo a tristeza do pai, depois de um ano e meio sem a mãe, liga para um programa de rádio com o objetivo de encontrar uma namorada para seu pai. Ao ouvir o programa de rádio, Annie Reed (Meg Ryan) apaixona-se pela voz de Sam. Annie é noiva e mora em outra cidade, o que não a impede de viajar até Seattle para ver quem é o dono da linda voz pela qual o coração dela bateu mais forte.

O filme teve tudo para ser um bom romance, mas foi incoerente com a realidade em vários aspectos. Como na cena em que Annie conta ao noivo que apaixonou-se pela voz de outro cara e vai encontrá-lo e o noivo por sua vez, aceita tranquilamente o fato. Entretanto, é um filme leve, sem dramatizações.

Conta pra gente, o que você achou?

Deadpool 2 | Novo trailer é divulgado pela Fox 0 46

Nesta quinta-feira (22), a Fox divulgou o novo trailer de Deadpool 2, e você não pode deixar de conferir!

No vídeo, podemos entender melhor o enredo do filme e perceber que a guerra entre o Mercenário Tagarela (Ryan Renolds) e Cable (Josh Brolin), girará em torno de um garoto.

Mas não se deixe enganar! Apesar da pose de paizão, a zoeira e o sarcasmo não foram deixados de lado. Nosso anti-herói continuará aprontando, mas dessa vez, com a ajuda do  grupo X-Force, criado por ele para (tirar um sarro dos X-men) ajudar a derrotar o inimigo.

O longa também conta com a participação de Zazie Beetz, Morena Baccarin, Leslie Uggams, Jack Kelsey, Shioli Kutsuna e Julian Dennison.

Dirigido por David Leitch, Deadpool 2 estreia dia 17 de maio.

Já está contando os dias para a estreia? Deixe seu comentário aqui embaixo!

 

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